Aproveitei alguns dias de minhas férias e procurei passear mais a fim de conhecer melhor a região aonde moro no entroncamento do bairro do Jaguaré com o Parque Continental, e desta maneira, tenho acesso as duas áreas, do outro lado do Rio Pinheiros, áreas onde comumente dizem que a qualidade de vida é pior que do outro lado.

De antemão digo que nem sempre suposições estão sempre certas, mas é fato que logo depois da Ponte do Jaguaré a primeira coisa que se vê da ponte é a Favela Nova Jaguaré (ou sendo politicamente correto Comunidade Nova Jaguaré), mas logo depois o bairro se transforma em um local com casas do que eu poderia chamar de classe média baixa (olha eu ai!) e mais para dentro, já no Parque Continental, há um contingente enorme de casas de classe média alta e do outro lado da Avenida Corifeu de Azevedo Marques o oásis dos novos ricos onde ficam o Parque dos Príncipes e Vila São Francisco.

 

Mas depois de analisar a área fiquei curioso em descobrir os locais de leitura da região e nas minhas andanças por quase todas as ruas fiz o mapeamento de bibliotecas, livrarias e sebos.

O resultado, como era de se esperar, é catastrófico!

Encontrei apenas duas livrarias: uma mini-livraria Nobel no Extra Jaguaré e uma Livraria no “centro” do Parque Continental. Detalhe, esta última livraria é mais um grande bazar que vende alguns livrinhos.

Não estou considerando a existência de livrarias dentro dos três Shoppings da região, mas pelo que conheço deles não há nenhuma grande livraria, muito pelo contrário, infelizmente.

A boa notícia é a existência de um sebo ao lado do Shopping Continental. O Sebo Diadorim tem uma fachada bem bonita como se pode nas fotos abaixo. Uma verdadeira obra de arte!

Para mais informações, basta acessar o site:

http://sebodiadorim.blogspot.com.br/

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Há bibliotecas na região?

Eu já sabia que não existe nenhuma biblioteca pública (as mais próximas são as da Lapa ou a do Rio Pequeno). Foi quando procurei por bibliotecas comunitárias e nada também (se alguém souber de algum projeto, favor comentar).

Restou ir à única biblioteca disponível: a Biblioteca do CEU JaguaréEu já a conhecia, mas como da última vez só dei uma passada rápida não consegui entrar e conhecer o espaço, mas acabei indo visitá-la.

E a visita valeu a pena, pois a biblioteca é bem organizada e tem um espaço razoável. Digo razoável porque esse CEU é novo, que foi inaugurado em 2009, é diferente dos primeiros CEUs construídos no governo da prefeita Marta Suplicy. Tratam-se de estruturas menores e com isso, quem perdeu espaço foram as bibliotecas que eram muito, muito maiores. Também não gostei dela ficar em no primeiro andar do prédio onde está abrigada! Nos CEUs que conheço elas sempre ficaram no térreo.

Não encontrei as bibliotecárias, pois fui bem no final de tarde, mas fiquei babando para falar com elas e sugerir a mudança para uma sala de praticamente o mesmo tamanho no térreo onde vi uma oficina de violão em curso. As oficinas poderiam subir, oras bolas!

 Mas o que mais gostei foi do acervo! As colegas conseguiram caprichar na seleção de obras! Apesar de não ser um grande acervo, há uma boa variedade de temas. Curti a área de ciências humanas, as biografias e principalmente a área de literatura adulta e juvenil.

 Fiz algumas fotos para mostrar a variedade.

 Vejam os livros de literatura romântica ou com histórias de mulheres. O Nicholas Sparks tem 3 ou 4 títulos, há J.D. Robb (vulga Nora Roberts!) e outros autores que não conheço (hehehe). SAMSUNG

 

Também há o inglês Nick Hornby (vi Como ser legal e Um grande garoto) e vários do Aldous Huxley. SAMSUNG

 

E a melhor estante de literatura: J.R.R. Tolkien com “O senhor dos anéis” e “O Hobbit” , George Orwell e Virginia Woolf. SAMSUNG

 

Na área de história e biografia havia bons livros, entre eles o clássico e muito procurado “A era dos extremos” do Eric Hobsbawn (desculpem, mas eu tive que colocar o livro na foto e tirei-o do lugar original temporariamente), três exemplares novinhos de “O diário de Anne Frank” (os da biblioteca onde trabalho estão velhinhos!) e livros do Boris Fausto e da Zélia Gattai entre outros.

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Infelizmente, a biblioteca estava vazia, durante a meia hora que lá permaneci, por volta das 17 horas, só eu e mais duas pessoas entraram lá enquanto que o Telecentro ao lado estava lotado (nem vou dizer que acho que o telecentro deveria ser a biblioteca e a biblioteca deveria ser o telecentro, havendo apenas uma área separada para a realização dos cursos). Espero que não seja sempre assim.

Desta maneira, se conhecerem alguém que mora aqui na região fica o meu pedido, peça para a pessoa ir conhecer a biblioteca do CEU, ela está dentro de um equipamento escolar, mas é pública.

 

Quase por último, vejam ao final uma foto parcial da Biblioteca. SAMSUNG

 

 

 

 A última informação fica escondida aqui.

É uma reclamação: ao sair do CEU, que achei muito bonito, ia tirar uma foto de todo o complexo. Macaco velho que sou, fui perguntar antes para um dos vigilantes se podia. E como eu esperava a resposta foi negativa:

– Não, senhor. Me respondeu o simpático vigilante.

– Por que? Perguntei.

– É para proteger as crianças, sabe?

– Sei…… Obrigado!

Sai de lá pensando que o cara pensou que eu era algum tipo de pedófilo! Vai se catar!

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