O foco de uma biblioteca excelente é no desenvolvimento de conexão, não no desenvolvimento de coleção.

Exatamente por estar distante disso as bibliotecas públicas brasileiras estão fora dos sistemas de produção cultural, dos movimentos sociais e de lutas por direitos e acesso à informação.
Essa luta toda, na visão deste ignóbil, migrou para editais culturais (PROACs, Pontos de Cultura / Memória / Leitura, VAI – Programa para Valorização de Iniciativas Culturais de SP e de Bibliotecas Comunitárias).

Ou seja, a proposta de Bibliotecas como Centros Culturais receptores e irradiadores de cultura, educação e informação sonhados por gente como o Luis Milanesi em seus escritos de décadas atrás foram deixados de lado ou sucumbiram diante da falta de políticas públicas para bibliotecas e por falta de criatividade e habilidade de nós profissionais, eu dentro, para executar tal transformação.

Não sei se dá tempo agora…..

Index-a-Dora

Post traduzido do blog do R. David Lankes. Título original: Beyond the Bullet Points: Bad Libraries Build Collections, Good Libraries Build Services, Great Libraries Build Communities

Cá está o tweet que levou a este post:

“Bibliotecas ruins fazem coleções. Bibliotecas boas realizam serviços (dos quais uma coleção é apenas um deles). Bibliotecas excelentes criam comunidades”

Devido à limitação dos caracteres foi muito retwittado sem o conteúdo dos parênteses:

“Bibliotecas ruins fazem coleções. Bibliotecas boas realizam serviços. Bibliotecas excelentes criam comunidades”

Entendemos que esta última é mais impertinente, mas aparentemente também é mais controversa. Houve um número de respostas dizendo que bibliotecas excelentes também deveriam criar coleções. E eu achei que valia a pena adicionar um pouco mais de nuance e profundidade à discussão para além de 140 caracteres, então cá estamos.

Antes que eu me aprofunde, se você é do tipo auditivo e visual (N. da T.: e tenha…

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