Uma Liberdade Chamada Solidão

Texto de

Amanda CalabriaAtriz, performer e cursa História na Universidade Federal Fluminense

Desde que o novo clipe da Valesca Popozuda saiu, “Beijinho no ombro”, tenho visto discursos muito complicados. Tanto de caráter moralista e elitista, aqueles que buscam desqualificar sua imagem com uma fala classista e autoritária, semelhante ao discurso da revista Veja, como de caráter feminista construído sob a égide da mulher que conquistou um espaço no funk nas mídias corporativas.

Bem, nem oito, nem oitenta. Acontece, que as problematizações que perpassam os dois lados são muito empobrecidas e se limitam a uma análise superficial da questão feminista ou a uma espécie de louvor pelo funk ostentação estar causando na elite uma espécie de desconforto.

Inicialmente, refuto qualquer ideia que aproxime Valesca do feminismo. Primeiro porque devemos pensar no que é ser feminista e problematizar os símbolos e valores exaltados pela mesma. Nesse sentido, deve-se entender que o…

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