De um torpor frio foi retirado

E passou a conviver com a Dor.

O peito arde como se fora arrancado

Dor, Sufoco e Asfixia.

Em seu interior, a dureza e

um frio avassalaDor.

Nas profundezas rege uma superfície

Rígida, Congelada

E mais nada.

Mas não. Fantasmas há lá.

Arrepio, Traição, Mágoa, Medo.

Venha Asfixia! Venha Dor!

É preciso senti-las.

É preciso derreter o núcleo congelado.

Mas apenas seu próprio calor não basta

Mais calor é preciso.

O calor de outra pessoa. O amor de outra pessoa.

Irão causar uma erupção

Na terra do gelo.

Baseado em trecho da obra “O incolor Tsukuru Tazaki e seus anos de peregrinação” do Haruki Murakami. Segunda versão irritada da primeira poesia (perdida em alguma dimensão do wordpress), desta vez processada em uma folha de papel.

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